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Cegueira evitável: um alerta sobre os riscos e as medidas de prevenção




De acordo com o Relatório Mundial Sobre Visão, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, ao menos 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo convivem com alguma deficiência visual ou são cegas. O número é alto, mas existe uma constatação ainda mais grave: cerca de 1 bilhão desses casos poderiam ter sido evitados ou não receberam o tratamento adequado. Quais fatores endossam esses números? E o que fazer para mudar este cenário?


Segundo a IAPB (The International Agency for the Prevention of Blindness), fatores associados às condições econômicas e de desenvolvimento humano exercem influência direta sobre os padrões globais de causas de cegueira. Os maiores níveis de deficiência visual evitável foram encontrados em regiões menos desenvolvidas. A cegueira causada por catarata, por exemplo, é observada em uma parcela de 5% em locais com economias de mercado estabelecidas, mas pode alcançar a marca de 50% em regiões mais pobres. A idade é outro fator expressivo: mais de 82% de todas as pessoas cegas têm 50 anos ou mais.


A catarata e os erros de refração são considerados as principais causas de cegueira evitável. Também pertencem à lista: glaucoma, tracoma, Degeneração Macular Relacionada à Idade – DMRI e retinopatia diabética. Em todas, o diagnóstico precoce é determinante para prevenir seu avanço e possíveis complicações. Para isso, as consultas regulares ao oftalmologista precisam ser parte inerente da rotina. Essas visitas devem ocorrer mesmo na ausência de sintomas, pois existem doenças que evoluem de forma assintomática, como o glaucoma. Para pacientes que convivem com doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão, o acompanhamento oftalmológico não deve, de forma alguma, ser negligenciado, pois elas representam um importante fator de risco para problemas relacionados à visão.


Em um nível individual, as medidas de prevenção e combate às causas de cegueira evitável são essenciais e devem ser aplicadas de forma incisiva para que a queda desses números se torne realidade nas próximas décadas. Se considerarmos um cenário amplo, é necessário que as soluções apropriadas estejam disponíveis e sejam aplicadas de modo efetivo para que haja uma melhora real nas condições de saúde em regiões menos favorecidas. No grupo da América Latina Tropical, o Brasil, junto com o Paraguai, apresenta os menores índices de deficiência visual evitável, refletindo o esforço que vem sendo feito pela Oftalmologia brasileira, conduzido pelo CBO, desde a década de 1990. Diante disso, temos uma certeza: nossos esforços não podem – e não vão – parar!


Fonte: Revista Veja Bem, Ed. 28, Pag. 20

Responsável Técnico: Dr. Daniel Nogueira CRM-MS 5728 / RQE Nº 3333

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